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Era suposto ser aqui que 'cuspia' tudo o que sobrelotasse o meu 'mundinho'?! Penso que não..Esta vai ser a minha galeria dos estados de espirito,com ou sem a presença de ideias ou dores constantes...o meu espaço "PONTO FINAL". Talvez este venha a ser o seu portefolio,fotos do ser,fotos de tudo aquilo que não se vê e que apenas pode ser interpretado pelo coração...O tal diário esquecido com que em tempos gozava nomeando de plano Z,hoje em dia,com mais alguns estados de espirito que na altura não faziam parte do reportorio desta caxopa,tenho coragem suficiente para lhe chamar de Manual de Instruções... Tudo isto porque 'as palavras sabem muito mais que nós'...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Minha Sobrinha




PARABÉNS!!


Se

"Se consegues manter a calma
quando à tua volta todos a perdem
e te culpam por isso.
 

Se consegues ter confiança em ti
quando todos duvidam de ti
e aceitas as suas dúvidas

Se consegues esperar sem te cansares por esperar
ou caluniado não responderes com calúnias
ou odiado não dares espaço ao ódio
sem porém te fazeres demasiado bom
ou falares cheio de conhecimentos
 

Se consegues sonhar
sem fazeres dos sonhos teus mestres
Se consegues pensar
sem fazeres dos pensamentos teus objectivos
 

Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota
e tratares esses dois impostores do mesmo modo
 

Se consegues suportar a escuta das verdades que dizes
distorcidas pelos que te querem ver
cair em armadilhas
ou encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida
ficar destruído
e reconstruíres tudo de novo
com instrumentos gastos pelo tempo
 

Se consegues num único passo
arriscar tudo o que conquistaste
num lançamento de cara ou coroa,

perderes e recomeçares de novo
sem nunca suspirares palavras da tua perda.
 

Se consegues constringir o teu coração,
nervos e força para te servirem na tua vez
já depois de não existirem,e aguentares
quando já nada tens em ti
a não ser a vontade que te diz:"Aguenta-te!"
 

Se consegues falar para multidões
e permaneceres com as tuas virtudes
ou andares entre reis e pobres
e agires naturalmente
 

Se nem inimigos
ou amigos queridos
te conseguirem ofender
 

Se todas as pessoas contam contigo
mas nenhuma demasiado
 

Se consegues preencher cada minuto
dando valor
a todos os segundos que passam
 

Tua é a Terra e tudo o que nela existe

e tu serás um Homem, meu filho!"


Rudyard Kipling

domingo, 12 de setembro de 2010

amor




imagino-me assim,sentada

agarrada a quem gosto muito
aquele complexo gostar, desmascarado com um AMO-TE!


Encosto a cabeça no teu colo, e fico por ali a passear os dedos por cada centimetro de pele do teu corpo...


Uma questão de sentir, sentir apenas...

A respiração

o calor que parece estar a evaporar de cada poro,

é a tua essência... Aquilo que me faz sonhar acordada, agora

com todos os sentidos em ti

contigo aqui dentro!

imaginas??


Quando a vontade de continuar a sentir a tua respiração aumenta e escapa um delirio daqueles que te arrepiam de norte a sul...aquela vontade maluca que vem de súbito de beijar

lentamente


e quando finalmente a vontade se desprende e ficamos ali simplesmente a amar

tenho o teu toque na minha pele,acreditas?

fico sempre assim o tempo suficiente até voltar a estar contigo...o tempo e o mundo giram a milhares de kms por hora

comemorando a perfeição...presenciando uma espécie de fusão...



és tanto


especial,


melhor ainda:

essencial!


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mudez


Que desgraça, meu Deus!

Tenho a Ilíada aberta à minha frente,

Tenho a memória cheia de poemas,

Tenho os versos que fiz,

E todo o santo dia me rasguei

À procura não sei

De que palavra, síntese ou imagem!

Desço dentro de mim, olho a paisagem,

Analiso o que sou, penso o que vejo,

E sempre o mesmo trágico desejo

De dar outra expressão ao que foi dito!

Sempre a mesma vontade de gritar,

Embora de antemão a duvidar

Da exactidão e força desse grito.

Mudo, mesmo se falo, e mudo ainda

Na voz dos outros, todo eu me afogo

Neste mar de silêncio, íntima noite

Sem madrugada.

Silêncio de criança que ficasse

Toda a vida criança,

E nunca conseguisse semelhança

Entre o pavor e o pranto que chorasse.

Miguel Torga

quarta-feira, 1 de setembro de 2010