SAUDADES!
...
Era suposto ser aqui que 'cuspia' tudo o que sobrelotasse o meu 'mundinho'?! Penso que não..Esta vai ser a minha galeria dos estados de espirito,com ou sem a presença de ideias ou dores constantes...o meu espaço "PONTO FINAL". Talvez este venha a ser o seu portefolio,fotos do ser,fotos de tudo aquilo que não se vê e que apenas pode ser interpretado pelo coração...O tal diário esquecido com que em tempos gozava nomeando de plano Z,hoje em dia,com mais alguns estados de espirito que na altura não faziam parte do reportorio desta caxopa,tenho coragem suficiente para lhe chamar de Manual de Instruções... Tudo isto porque 'as palavras sabem muito mais que nós'...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Minha Sobrinha

PARABÉNS!!
Se
"Se consegues manter a calma
"Se consegues manter a calma
quando à tua volta todos a perdem
e te culpam por isso.
Se consegues ter confiança em ti
Se consegues ter confiança em ti
quando todos duvidam de ti
e aceitas as suas dúvidas
Se consegues esperar sem te cansares por esperar
Se consegues esperar sem te cansares por esperar
ou caluniado não responderes com calúnias
ou odiado não dares espaço ao ódio
sem porém te fazeres demasiado bom
ou falares cheio de conhecimentos
Se consegues sonhar
Se consegues sonhar
sem fazeres dos sonhos teus mestres
Se consegues pensar
Se consegues pensar
sem fazeres dos pensamentos teus objectivos
Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota
Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota
e tratares esses dois impostores do mesmo modo
Se consegues suportar a escuta das verdades que dizes
Se consegues suportar a escuta das verdades que dizes
distorcidas pelos que te querem ver
cair em armadilhas
ou encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida
ficar destruído
e reconstruíres tudo de novo
com instrumentos gastos pelo tempo
Se consegues num único passo
Se consegues num único passo
arriscar tudo o que conquistaste
num lançamento de cara ou coroa,
perderes e recomeçares de novo
sem nunca suspirares palavras da tua perda.
Se consegues constringir o teu coração,
Se consegues constringir o teu coração,
nervos e força para te servirem na tua vez
já depois de não existirem,e aguentares
quando já nada tens em ti
a não ser a vontade que te diz:"Aguenta-te!"
Se consegues falar para multidões
Se consegues falar para multidões
e permaneceres com as tuas virtudes
ou andares entre reis e pobres
e agires naturalmente
Se nem inimigos
Se nem inimigos
ou amigos queridos
te conseguirem ofender
Se todas as pessoas contam contigo
Se todas as pessoas contam contigo
mas nenhuma demasiado
Se consegues preencher cada minuto
Se consegues preencher cada minuto
dando valor
a todos os segundos que passam
Tua é a Terra e tudo o que nela existe
Tua é a Terra e tudo o que nela existe
e tu serás um Homem, meu filho!"
Rudyard Kipling
domingo, 12 de setembro de 2010
amor

imagino-me assim,sentada
agarrada a quem gosto muito
aquele complexo gostar, desmascarado com um AMO-TE!
Encosto a cabeça no teu colo, e fico por ali a passear os dedos por cada centimetro de pele do teu corpo...
Uma questão de sentir, sentir apenas...
A respiração
o calor que parece estar a evaporar de cada poro,
é a tua essência... Aquilo que me faz sonhar acordada, agora
com todos os sentidos em ti
contigo aqui dentro!
imaginas??
Quando a vontade de continuar a sentir a tua respiração aumenta e escapa um delirio daqueles que te arrepiam de norte a sul...aquela vontade maluca que vem de súbito de beijar
lentamente
e quando finalmente a vontade se desprende e ficamos ali simplesmente a amar
tenho o teu toque na minha pele,acreditas?
fico sempre assim o tempo suficiente até voltar a estar contigo...o tempo e o mundo giram a milhares de kms por hora
comemorando a perfeição...presenciando uma espécie de fusão...
és tanto
especial,
melhor ainda:
essencial!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Mudez

Que desgraça, meu Deus!
Tenho a Ilíada aberta à minha frente,
Tenho a memória cheia de poemas,
Tenho os versos que fiz,
E todo o santo dia me rasguei
À procura não sei
De que palavra, síntese ou imagem!
Desço dentro de mim, olho a paisagem,
Analiso o que sou, penso o que vejo,
E sempre o mesmo trágico desejo
De dar outra expressão ao que foi dito!
Sempre a mesma vontade de gritar,
Embora de antemão a duvidar
Da exactidão e força desse grito.
Mudo, mesmo se falo, e mudo ainda
Na voz dos outros, todo eu me afogo
Neste mar de silêncio, íntima noite
Sem madrugada.
Silêncio de criança que ficasse
Toda a vida criança,
E nunca conseguisse semelhança
Entre o pavor e o pranto que chorasse.
Miguel Torga
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